terça-feira, 10 de novembro de 2009
Muros da memória
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Não é só na Venezuela
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Essa grande mulher
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Não deu lá, vai aqui...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Dá-lhe Geléia... chega de silêncios...
sábado, 10 de outubro de 2009
Abrace essa causa
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Me jogaram na rede...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Humores do vento
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Enquanto isso, no dia do idoso...
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Deficiências na memória
Memórias. Corria o ano de 1981. O general Figueiredo governava o Brasil, distribuindo coices e promessas de abertura política. A economia transitava entre o milagre e a nova crise que se desenhava. Casado havia três anos, e com a carreira de professor bem encaminhada, eu não gastava esforços com pessimismo ou queixas. Minhas energias pareciam bem distribuídas, os focos estabelecidos. Mas, quem controla a própria vida? O amanhã só tem graça por estar sempre prenhe de surpresas. "Previsível de verdade só a morte", insinua a sabedoria popular.
Já desisti de tentar saber a origem primeira do convite que, naquele ano distante, iria bulir com minha existência e meus interesses. Fui convidado para dar uma palestra no grande evento que marcaria aquele como o ano internacional das pessoas com deficiência, promovido pela ONU e outras entidades. O evento seria realizado no monumental, mas hoje finado, Hotel Nacional, no Rio de Janeiro. Aceitei por instinto, a tremedeira deixei para depois. Porque eu? De deficiente eu só tinha a longa, e bem sucedida prática (modéstia à parte). Nunca sistematizara, ou fizera teoria, sobre o que este aspecto secundário de minha vida impusera à minha consciência e à minha sensibilidade. O tema que me encomendaram era algo como "barreiras arquitetônicas" e urbanísticas com que se deparam os deficientes. A ansiedade quase que só me deixou rabiscar umas idéias gerais.
O tempo correu lépido e distraído. Logo eu estava lá, instalado num luxuoso apartamento com vista para a praia de São Conrado. O Centro de Convenções, no próprio hotel, parecia um aeroporto internacional ou a portaria da ONU: gente de todo tipo, línguas e roupas para qualquer gosto. De cara, fui atacado pela pulga atrás da orelha: tinha deficiente de menos naquela festança. Não estaríamos os deficientes aptos, ou preparados, para expor nossos planos e experiências? Mas logo eu descobriria que realmente não estávamos. Desde a abertura dos trabalhos, ficou claro que o clima de tutela seria preponderante, e não por malvadeza ou picaretagem dos organizadores, mas porque simplesmente não havia, naquele tempo, outro caminho. Um pensamento "dos" deficientes só foi construído daí para frente, e duramente.
Vi duplicada minha responsabilidade. Eu estava condenado a fazer bonito na minha apresentação, talvez pelo fato de que eram raros os deficientes palestrantes (e, no caso, eu ainda me supunha um palestrante deficiente). Eu sentia muitos olhos me examinando, por vezes curiosos. Então chegou minha hora, no segundo ou terceiro dia do Encontro. Calculei minha cara mais inteligente, enverguei a camisa nova, segurei junto à muleta a pasta com minhas anotações, e lá fui.
No grande auditório não havia cadeira vaga. No palco, havia uma longa mesa ornada, ainda vazia, mas com os microfones já a postos. Encostei-me perto da porta, nervos controlados, aguardando socorro da intuição. O coordenador abriu a sessão, fez algumas considerações, e, logo, passou a convocar os palestrantes que, se não me engano, seriam quatro naquela tarde. Chamou o primeiro, logo depois o segundo. Eu seria o próximo, mas um calor se antecipou em meu peito. A intuição se intrometeu, me dando a grande pista. Bingo!!! Ouvi meu nome e desloquei-me em direção ao palco. Olhei, de um lado, a escada. Caminhei até o outro extremo. Escada também. Lá de baixo, ao nível das cadeiras, dirigi-me ao coordenador e disse algo assim: "em reverência política ao ano consagrado aos deficientes, e em protesto contra a falta de adaptação de um ambiente com tal destinação, vou me recusar a ser carregado. Estou reivindicando a descida da mesa para este nível, como ato simbólico de apoio à causa e às necessidades dos deficientes físicos". Evidentemente, essa foi uma fala emocionada, e sem a clareza bem articulada que aqui se apresenta com a escora da escrita e a auto-complacência da memória.
Um desajeito no ar, algum constrangimento, e logo aplausos e palavras de apoio. Muitos se apresentaram para ajudar na mudança da mesa e dos equipamentos. Criara-se um clima interessante, bom para se plantar coisas novas. Senti que tinha acertado num alvo que eu ainda não conseguia distinguir. Esse gesto também ativou em mim o impulso de militância. Eu que tinha tido até então, aqui e acolá, uma persistente mas discreta militância política, pressentia que nova frente de luta se abria naquela hora. Deficientes, seus direitos, sua cidadania, tais coisas dariam estofo para boa e digna luta? Ali tive certeza que sim, e sem planejar, me dispus a ela, dentro de minhas parcas possibilidades.
Duvido que alguém tenha saído daquele auditório mais tocado do que eu mesmo. Usei o ocorrido como gancho, e palestrei com o coração, com uma história que eu não suspeitava contida ali dentro. Contatos, trocas de endereços, os primeiros convites para encontros e outras palestras. Topei a briga, fiz do verbo a arma, circulei e falei muito nos 15 anos que se seguiram. Durante um bom tempo o episódio da mesa que desceu vinha à tona quando me apresentavam num evento ou numa reunião. Mais recentemente, quando a saúde andava trôpega, sobreveio desânimo e ceticismo. Falar mais o quê? Para quem? Meu tempo passou, soava clara a sentença. Mas o tal veneno é perene em seu contágio. Foi a conta de abrir um pouco a guarda, com a descoberta do blog, e ele se infiltrou sem disfarces. E me deixa aqui, assim, meio menino, brigando pela atenção de cada caro leitor.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
De coronel e demagogo, todo mundo tem um pouco
Charme materno
Quando o tempo parece não passar
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
O povo adora ele
Outro dia, faz pouco, na portaria da clínica, enquanto as pupilas não se adequavam aos tamanhos exigidos pela doutora, estiquei a conversa com o porteiro solícito e de conversa boa. A vista já não conseguia decifrar o jornal repleto de previsões sobre a iminente queda do Palocci. E de fato, horas depois ele tombaria, puxado pelo tamanho e peso do nariz pinocchiano. Disse o porteiro, fala mansa, fino analista:
- “Estão querendo derrubar o Lula. Não adianta, o povo adora ele. Nem se derrubarem o Palocci, o Lula cai.”
Atiçado pela firmeza do comentarista político de balcão, tentei saber mais, enquanto a doutora não me chamava. Perguntei:
- “E o PT, como fica?”
Retrucou ele, sem pestanejar:
-“Nem me fala, moço, é igualzinho os outros. Está cheio de ladrão, de cara que só quer o dele...”
Interferi:
- Mas o Lula é do PT?”
Ele, sem perder o rítmo, sentenciou:
- “O Lula não está nem aí pra eles, ele não precisa. É o povo que vai dar a reeleição para o Lula. O senhor gosta dele?”
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Universos paralelos
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Glauber Rocha conta José Sarney
domingo, 23 de agosto de 2009
Quando se vê...
'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Tortas palavras. Tortos propósitos?
Canta e encanta
domingo, 9 de agosto de 2009
Grunhir ou calar?
sábado, 8 de agosto de 2009
Um cara legal!!!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Ainda a tal governabilidade (2)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Em nome da governabilidade... e que assim (não) seja. Amém!!!

Agora, quando acabo de ver, na TV Senado, outro show de truculência do senador Collor, atacando o senador Pedro Simon, inclusive em tom ameaçador, resolvi postar um cartum que muito me incomodou. E fico pensando se o presidente Lula acredita mesmo que a história é cega, surda, muda, e, mais grave, idiota.





