Dancinha

Dancinha

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Lembranças não são pensamentos

Pois lembrar é quase só o que me resta. Era uma noite particularmente triste e lenta, a cabeça tão moída por dores e queixas que o corpo decidiu -já tentara antes!- abandoná-la.
Levou consigo a mulher amada, isenta de pudores.
Faz tempo.
Mas, quando chegam as algaravias dos finais de ano, a lembrança dói. Embora cada vez menos.

>>>a incrível escultura é do Ron Mueck<<<

6 comentários:

  1. Paulo,


    Simplesmente sensacional!!!

    A aparente, eventual, surpreendente coisificação da dor, da lembrança...o batismo do esquecimento lavando a dor da falta, da concretude da lembrança...

    Cranianas letras de saudades orgânicas, pálidas já, pelo tempo não tempo que passou...

    Rendo-me à concisão precisa, verdade necessária, testemunho vivo in-consciente do que povoa tua cabeça!!!!

    Parabéns.

    Escreva-te para nós, sempre.

    Minha cabeça, cérebro e pernas agradecem, pulsantes, pela inteligência sutil da tua espiritualidade.

    Abraço fraternal.

    Giselle Zamboni
    (gisellezamboni@uol.com.br,gisellezamboni no skype e gisellezamboni@hotmail.com no msn)

    ResponderExcluir
  2. A Carmem te procurou, né?

    Espero, porque não foi nada fácil convencê-la. Precisei usar de toda a minha habilidade mais um tantão que o véio Leoléo, na pressa de partir, esqueceu numa gaveta de ferramentas.

    Ela se apegou a uma máxima banal para explicar o fato de nós, ela e eu, o conhecermos: "Tenho um amigo que diz que por combinações de grupos de 10 pessoas todos podem se conhecer no mundo."

    Mas eu não refresquei, contrapondo, intimorato, em seu louvor e distinção: "No caso do Paulim Cadeira (ele aposentou as muletas, aquele velho balofo e preguiçoso), bastam combinações de grupos de duas pessoas. Ou mesmo de dois cachorros, ou de duas lagartixas, duas touceiras de capim. Quanto pior ele fica, mais popular se torna. É um bruxo, um exu de qualquer encruzilhada do planeta, um Paulo Coelho mais safado, embora não tão primário e oportunista."

    Amigo é pra essas coisas!

    Beijão

    P.S: No blog "Look in art" há um vídeo, "Making of Sumo", do Jamie Salmon, cujos trabalhos, às vezes, como neste caso, são bastante parecidos com os do Ron Mueck. Como nunca vi o Mueck em ação, achei fantástico ver o Salmon trabalhando com sua equipe de duas...três... talvez dezenas ou centenas de moças que o auxiliam no trabalho. Não consegui contá-las, porque são todas orientais...

    ResponderExcluir
  3. Gostei muito desta mini-história, meu fofo. Posso pegá-la por empréstimo vitalício, para tentar repostar num blog em que colaboro?

    Obrigado, querido, pelo pronto consentimento!

    Beijos ardentes da sempre sua

    Elza Magna

    ResponderExcluir
  4. Caro Paulim. Venho lendo referências a você e seus comentários sempre inteligentes, sensíveis e espituosos no blog Desinformação Seletiva. Só há pouco fiquei sabendo que você é uma pessoa real e não mais dos pseudônimos do Tuca Zamagna, o que me deixou muito feliz. E mais ainda por saber da existência deste seu blog, que pretendo acompanhar com o mesmo interesse e prazer com que já vinha acompanhando suas esporádicas aparições no blog de seu irmão. Beijo

    Maria Regina Lemos
    maginalem@gmail.com

    ResponderExcluir
  5. Minha querida, cautela, Tutuca tem mania de mim há bem umas 4 décadas. Acho mesmo que sua fantasia-mór é me ver tornado gay, e exercer seus baixos instintos. Juro que ele nunca passou dos sussurros ao pé do ouvido. Sou filho de Jacy e Regina, ele de Leonídio (in memoriam) e Celina, dita Celeuma. Sou de Beagá,e ele de algum valão entre Leopoldina e a Tijuca. Tudo bem que durante anos a fio fiz de seu apê familiar, na Conde de Bonfim, minha mui frequentada sub-sede carioca. Tudo bem, tudo bem, admito a falsa fraternidade, e o faço por opção e, talvez, alguns resquícios de decadente tesão. Obrigado pelo carinho, e seja bem vinda, apesar de minha inexorável lerdeza (aliás, outro traço da supra citada fraternidade). Beijão. Feliz Natal.

    ResponderExcluir
  6. Xará,

    Obrigado pelo belo presente.

    P H Resende

    ResponderExcluir