Dancinha

Dancinha

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Bloguinho semi-novo, em estado de recuperação

O caro leitor desses precários bytes e bits talvez já tenha presenciado a cena de uma égua, movida pelos impulsos da maternidade, empurrando, com o focinho, seu filhote para os desafios da existência. Mais empreguiçado, ou menos, o potro acaba por se mexer, vacila, cambaleia, e acaba indo em frente.

Pois é o que meu valente xará (vide A Saga de Valente ) anda fazendo comigo, tentando empurrar, pra ver se pega no tranco, o meu emperrado blog. Nesse ano que vai chegando na curva, o blog ficou meio de enfeite, silencioso, guardando vaga no disputadíssimo espaço do converseiro cibernético. Motivos sempre haverão, mas o que conta, no fundo, é como e porque reagir a eles. E agora me vejo engajado, no susto que seja, entre os blogueiros em recuperação... na pior das hipóteses, em recuperação de blogs adoecidos.

Ainda na semana passada, uns apuros novos, e meio brabos, com a saúde, sacudiram meu sossego e minhas frágeis ilusões de eternidade. Como soe acontecer, do episódio arrancam-se coisas de aprender, coisas de rir e coisas de chorar. Poupado, como me encontro, nos hábitos do escrever, vou lançar mão, no relato que se seguirá, de trechos de dois emails que enviei, logo que saí do hospital, a um amigo, renomado médico. Preservarei com iniciais, por razões várias, as referências mais diretas.


Oi, tudo bom? Andei passando por uns apertos esses dias, e cheguei a pensar em te ligar em busca de uns conselhos. Mas, como a situação estava confusa, e parecia sobre controle, o tempo foi passando.
No domingo, 12/12, acordei ensopado por um suor gelado e tomado por uma sensação estranha. Passei a mão no meu oxímetro (que uso para monitorar minhas questões respiratórias) e me espantei ao ver que a frequência cardíaca não passava dos 22. A Unimed mandou rapidinho sua ambulância CTI, mas, como aquele menino pirracento que ensaia e ensaia, e na hora da festa emburra, quando eles me submeteram, aqui em casa, ao eletro e outros exames, os parâmetros pareciam normais. O médico achou melhor não me remover para o hospital, fez um diagnóstico de reflexo vagal e me aconselhou repouso. O dia correu normal.

Na 2ª feira, após o café-da-manhã, estava eu conversando com a Katinha e o Henrique (meu filho) quando, de repente, apaguei. Desmaio que parece ter demorado mais ou menos um minuto. De volta, vi que o oxímetro registrava 27 de frequência cardíaca. Dessa vez, mesmo com o trânsito mais apertado, a ambulância já veio com ordens de me rebocar de imediato. Dei entrada no Hospital Madre Teresa, onde trabalha o Mauro Vidigal, meu pneumologista, e que vem monitorando minha saúde. No P.A., onde minha frequência cardíaca ficava em torno aos 14, para admiração do médico, eu ainda falava muito, dava palpite e queria saber de tudo. Juntaram uma comissão por ali, e logo, logo, eu estava no bloco cirúrgico implantando um marcapasso provisório.

Um detalhe, que não tenho intenção de explorar, mas que me chateou ao ver a minicorporação médica local tentando abafar. Já terminando a implantação feita sob anestesia local, e coordenada pelo Dr. F. R., eu estava conversando com ele quando, sem mais nem menos, a vida apagou. Voltei, creio que logo depois, com o auxiliar me massageando o peito e dizendo "volta, Paulo... volta, Paulo". Foi quando o Dr. F., muito gentil por sinal, estava com 2 fios nas mãos e me disse algo assim: "desculpa, eu deixei encostar esses dois polos, e você teve uma ligeira parada cardíaca, mas está tudo bem", e logo, meio chateado, enrolou os fios num bom tanto de esparadrapo.

Fiquei feliz de ter retornado inteiro, e pra mim tudo estava de bom tamanho. O que me aborreceu foi que ao comentar isso, sem críticas, com outros profissionais, vi que queriam fazer de mim o doidinho da festa. "O que é que isso? Pode ter sido impressão devido ao estresse? Uma coisa assim o Dr. F. teria me comunicado"... e coisas do gênero. Chato, né?

Mas, voltemos ao que mais importa. Fiquei 5 dias na UTI, e me submeteram a um bom tanto de exames. Na 6ª feira, à noitinha, voltei à sala cirúrgica, então sob a coordenação de um tal Dr. A. (meio de sacanagem, já que senti que o assunto circulara por ali, pedi para separarem bem os fios, e que, se precisasse, eu podia ficar segurando um dos polos). Correu tudo muito bem, com muito carinho e eficiência, e saí dali com o marcapasso definitivo que agora carrego do lado esquerdo do peito, sob o escudo do meu glorioso América. Como diagnóstico final, pelo que consegui arrancar, eu estava com uma bradicardia intermitente, e com bloqueio elétrico total (minhas palavras leigas fazem sentido?). De meu marcapasso saem 2 eletrodos, um ligado ao átrio e outro ao ventrículo.

A ambulância me trouxe de volta na tarde de domingo, e aqui cheguei feliz e contente, sentindo-me muito bem. A limitação que ora se impõe está ligada a meu braço esquerdo, com o qual não devo fazer maiores esforços por 15 dias. Para um cadeirante, isso é quase o mesmo que o amarrar num poste, mas, tudo ótimo. O suspense restante, que parece ótimo para testar corações semi-novos, que nem o meu, está sendo feito pela Unimed (e como me internei através dela, o pedido do marcapasso não poderia, pelo que disseram, seguir outro caminho). O pedido ficou por bem uns 3 ou 4 dias com a auditoria da Unimed, e sem resposta. Decidi, então (e parece que muita gente anda tendo que fazer o mesmo), assinar um contrato pessoal de risco com o Hospital, assumindo todos os custos caso o pedido não seja aprovado. Foi o jeito para receber o marcapasso e cair fora da UTI. Até agora não existe resposta sobre a aprovação, ou não, do pedido, mas ficaram de me avisar. É uma bela grana, coisa de uns 10 mil reais, mas não creio que haverá problema com a aprovação... pode ser só um terrorismozinho burocrático. Sinceramente, só não entendo o que a Unimed pode lucrar com tal entrave, mantendo o paciente à espera na UTI, com diárias caríssimas. Vá saber, né?

Era tal a minha historinha pré-natalina.

O amigo, grande cardiologista que é, matou com acerto a charada: eu tivera um bloqueio AV total, e o marcapasso parecia mesmo o caminho certo. Constatou, ainda, em resposta, que as intercorrências do episódio foram lamentáveis, e discorreu sobre a complexidade atual da tecnologia, da atividade hospitalar e da corporação médica (que está meio perplexa com o contexto moderno da área da saúde). Quis ele saber, também, porque eu me referia seguidamente à Unimed, se somos, ambos, associados e fundadores da Casu (plano de saúde dos servidores da UFMG, dentre outros).

Foi o que tentei explicar no email seguinte:


Em primeiro lugar obrigado pela atenção e pelo carinho.

Perfeita sua definição. O que mais senti foi uma perplexidade, naquele universo intensivista da saúde, diante do novo, além do extraordinário elenco de opiniões e diagnósticos contraditórios, por vezes paradoxais. Nas prescrições sobre o uso do marcapasso, exemplificando, dependendo do conselheiro o candidato pode ir do inutilizado ao super-homem, num instante. Tento entender, e sempre me fascino com os redemoinhos que atravessam a vida atual dos profissionais da saúde, levantando poeira e embargando a visão do instante. E, como ensinou mestre Rosa, no meio dos redemoinhos mora o diabo.

Exemplo de meu fascínio: durante a implantação do marcapasso definitivo, tendo conseguido afastar um pouco o pano que me cobria a cabeça, fiquei espreitando na greta algo que não vou esquecer. No monitor, ao lado da mesa cirúrgica, aqueles fiozinhos se intrometendo no meu coração pulsante até serem ancorados no posto de suas missões, que espero longas e tranqüilas. Emoção sobre emoção.

Outra historieta hospitalar, essa tristemente engraçada, até folclórica. Na internação inicial, ao citar os remédios que vinha tomando, citei o Glifage XR, remédio para diabetes que minha médica otorrino vem prescrevendo na tentativa provisória de modificar minha curva de insulina, algo por aí. Mas não sou diabético, e nunca fui diagnosticado assim. Mas, vai provar. Fui mergulhado numa barafunda kafkiana, e, apesar dos tantos apelos e argumentos, acho que só deixei de ser considerado diabético na hora em que entrei na ambulância que me trouxe de volta. Não é brincadeira. Saí com as pontas dos dedos cheias de furos, pelos exames de glicemia bem umas 6 vezes ao dia; aguentei uma dieta mais insossa que a normal, as bandejas sempre etiquetadas "DIABETES", o dia terminando com um ralo e misterioso mingauzinho de aveia; e até uma injeção de insulina me foi aplicada na barriga, para meu espanto, já que só me informaram o conteúdo quando o embolo, apressadinho, terminara sua corrida.

Mas, o que me deixaria rindo de nervoso, ainda estava por vir. A técnica em enfermagem que cuidava de mim, e que me dera banho, entrou no meu box, quase descontrolada no seu riso. Descobriu os meus pés, olhou, e custou a parar de rir para me contar o ocorrido. No relatório da fisioterapeuta que me examinara se lia: "o paciente teve o pé esquerdo amputado". Não precisei de muito tempo, nem de especial acuidade dedutiva para matar a charada. Com o falso diagnóstico de diabetes estampado em minha ficha, a jovem fisioterapeuta se deixou impressionar por estatísticas que deve ter ouvido na escola, e decidiu dar por ausente o pé esquerdo que, aliás felizmente, estava só enrolado no lençol, e repousando sob a coxa da outra perna. Posso te assegurar que eu trouxe o pé comigo, e que, apesar de pouco eficiente, ele ainda está aqui, compondo meu leiaute. Perigo mesmo é me tornar, involuntariamente que seja, personagem heróico da regeneração orgânica, via células-tronco, ou congêneres.

Agora, abusando de sua paciência generosa, vamos ao caso UNIMED. Há uns três anos, talvez mais, vi se agravar um impasse diante do catálogo da CASU. Grande parte dos profissionais estavam localizados nas redondezas da área hospitalar, e o acesso, tanto para estacionar o carro, quanto para chegar aos consultórios, foi se fazendo mais e mais complicado. Não foram poucas as vezes em que, tendo marcado a consulta, e tendo ouvido das secretárias que o acesso se faria sem problemas etc, tive que voltar para casa sem ser atendido. Houve caso até mais pitoresco, como no consultório do Dr. F. C., urologista. Chegando lá, deparei-me com uma maca muita alta (a justificativa, que nunca entendi muito bem, e que a maca era também usada pela mulher dele, fisiatra se não me engano, que tinha necessidades específicas), naturalmente não consegui escalar o obstáculo, não havia quem desse uma mãozinha, e acabei saindo de lá com meia consulta feita, por exemplo sem toque retal e outros procedimentos.

Tentei, acho que em duas oportunidades, mas talvez carente de ousadia e habilidade, levar esse problema à CASU. Estive lá, deixei recado, prometeram retorno, o tempo foi passando, não deu em nada, e me acomodei. Eu tinha algumas sugestões a propor, como fazer constar no catálogo o símbolo internacional de acessibilidade diante dos consultórios e clínicas aptos a receber cadeirantes e outros pacientes com dificuldades de locomoção etc; como fazer constar nos contratos a necessidade de se buscar a adaptação ambiental; e outras coisinhas, algumas já banais em mundos mais desenvolvidos, onde o usuário já reuniu mais poder de fogo e reivindicação. E aqui é essencial controlar-se a ansiedade, mal que me assola e consome, pois tenho vivência bastante para saber que a lerdeza parece inerente a tais processos.

Daí, a idéia de associar-me TAMBÉM à Unimed, que tinha catálogo bem mais amplo e diversificado, foi se infiltrando como forma de amortecer o impasse, inclusive porque, à época, minha saúde passava por quadro de relativa instabilidade. O PIC propôs um pacote de associação coletiva à Unimed, com preços bem mais baixos que os praticados na venda a varejo. O corretor veio me visitar, e apesar de seus insistentes conselhos para que eu pintasse um quadro róseo sobre minha saúde no protocolo de adesão, fiz um relato extenso e detalhado sobre meus males passados e presentes, discriminei todos os medicamentos, não deixei nada em branco. A punição, como eu esperava, veio pesada. Eu pressentia que eles fariam de tudo para eu tomar a iniciativa de desistir do contrato. Viu-se bem que eles não conheciam esse caboclo pirracento que dona Regina, minha mãe, empurrou pro mundo.

Fui visitado, pouco tempo depois, por uma assistente social que me comunicou uma carência de dois anos, impedindo meu acesso a uma lista de procedimentos que cobriam um relatório de 32 páginas (isso mesmo, trinta e duas). Paguei penosamente as caras mensalidades, fazendo a contagem regressiva. Minha intuição não me deixava desistir, algo me dizia que aquilo era um investimento, e necessário. Tiro e queda. Em especial após aquela crise de hipoventilação e retenção de CO² que me levou ao CTI do LifeCenter, em março de 2009, tive que recorrer a serviços especializados e caros. Só o Bipap, ao qual passei a recorrer por bem umas 12 horas diárias, custava R$ 750,00 - hoje não se consegue por menos de R$ 1.000,00! - a título de aluguel MENSAL. Mais fisioterapia respiratória, mais acompanhamento etc.

Já caminhando o tratamento, e provando que o Universo conspirava a meu favor, como ele veio a me dizer depois, pousei nas mãos do pneumologista Mauro Vidigal (que posteriormente descobri ser filho de uma amiga que tive na adolescência... Oh!, Minas Gerais), e tudo começou a mudar. Ele atende no Hospital Madre Teresa, e também no Núcleo de Atenção à Saúde da própria Unimed. Após algumas tentativas generosas, e respectivas auditorias, ele fez com que a Unimed me encaixasse no Programa de Atenção Domiciliar, e facilitou minha vida. De cara, há uns 7 ou 8 meses, uma equipe multidisciplinar veio à minha casa ver minha situação e dimensionar minhas necessidades. O efeito mais imediato, e de maior impacto, foi que eles assumiram a responsabilidade técnica e financeira sob meu Bipap (minha economia com o fim do aluguel mensal era maior do que a mensalidade do plano de saúde). Fora isso, compareço a consultas bimensais com o Dr. Mauro e equipe multidisciplinar, recebo telefonemas regulares da assistente social, tive atendimento sem complicações do serviço de ambulância, e não sei o que mais pode vir, ou não, por aí.

Como o Dr. P. R., que se tornara meu cardiologista de uns 2 meses pra cá (e a quem procurei em especial porque ele atende as consultas no próprio hospital, onde consigo estacionar, subir de elevador etc), e atende pela Unimed, reservou para mim vaga na UTI do Madre Teresa naquela manhã brava, e como entrei na emergência através da ambulância da Unimed, o processo passou a correr naturalmente sob a chancela do plano. Te confesso que pensei nisso tudo, e me sentindo meio vingado pelos anos pagos em carência quase total, enquanto a ambulância zoava em disparada Avenida Antônio Carlos a fora.

Foi assim que cheguei ao fim da novela aguardando a autorização da Unimed. Hoje mantenho os dois planos. Fico, com mulher e filho, na Casu para o cotidiano, e na Unimed vou surfando nessas ondas que foram se abrindo além de minhas expectativas.

Peço perdão por estender tanto a conversa, mas, no fundo, a culpa é sua. Encontrar alguém que se deleita com a dificílima arte de saber ouvir, que anda sumida mesmo nas relações de amizade, vai se  fazendo coisa tão rara, mas tão rara nesse mundo ansioso e egocentrado, que quando a gente encontra uma vítima (e você sempre me parece um mestre nessa arte), acaba abusando.

O diagnóstico final que recebi, como mais provável, fora mesmo bloqueio total AV.
Obrigado,
grande abraço,
Paulinho

6 comentários:

  1. Paulinho, que bom ver que seu ótimo senso de humor sobreviveu tão bem aos 'auto-reversos' da vida e às aventuras hospitalares. Passei o link pro meu irmão, neurologista no mesmo Madre Teresa, pra ele se deliciar com sua descrições perspicazes e bem humoradas - imagino que pacientes como você sejam a exceção em qualquer hospital, e certamente fazem a alegria de qualquer equipe médica.
    Bom saber que você está se recuperando bem, e espero que esse seja o empurrãozinho que faltava pra você voltar a escrever por aqui!
    Beijo e ótimo Ano Novo pra você & os de casa!
    Mônica
    @madamemon

    ResponderExcluir
  2. de longe acompanho sua saga e tava esperando suas palavras. gosto mesmo do seu texto, me transporta pro tempo onde falávamos ao vivo.
    Viva seu bom humor! Viva seu amor pela vida!
    Bjs procê, Katia e Henrique!
    (vou te mandar por email o que tenho escrito sobre o atendimento médico alagoano)

    ResponderExcluir
  3. Quando li que o seu coracao andava devagar ( 22 ), tive que perguntar, porque coracoes que estavam bem mais rapido que o seu sao mandados para o hospital. A Lidia falou que nao conhecia nenhum paciente com frequencia cardiaca baixa como a sua, que ainda estava consciente. Infelizmente somos mais um paciente num sistema que esta sobrecarregado e cheio de regras. Quanto mais aprendemos, maior a oportunidade de sobreviver (vale para hospital). E obrigado tia Regina pelos empurroes.
    Tudo de bom para voces

    ResponderExcluir
  4. Caro Paulinho,

    O Tuca Zamagna é um grande amigo em comum, embora ainda não tenhamos tomado uma cerveja juntos. Foi ele quem me comentou sobre esta tua 'epopéia', como ele mesmo disse por e-mail. Confesso a você que vim porque gosto dos teus escritos, eles são sempre reflexivos e bem-escritos. Mas desta vez não sei bem o que pensar, nem dizer. O Tuca é generoso, eu não sei se sou.

    Fiquei triste com o post, mesmo sendo ele tão bem-humorado e impecavelmente sublime. É que cada linha achei tocante, vital, essencial a tudo; compreende? Dá uma vontade danada de viver, gostaria mesmo de poder te dar um abraço agora, rapaz... Realmente não sei o que dizer. Só me resta, para tentar fugir da minha própria consciência, parabenizá-lo pela ascensão do América à Primeira Divisão. Mas na verdade você que é de Primeira!

    Força, meu caro amigo!

    Um grande abraço,
    Ricardo.

    ResponderExcluir
  5. Lindão,
    Morto de ciúmes por vocês terem viajado com Rosamaria no Natal, vinha desistindo de você com seu blog. Você é muito indisciplinado.
    Qualquer coisa, fica bravo e pronto: Não escrevo.
    Ontem, quando postei n'A Saga, tirei da garganta uma foto sua que me estava atravessada. Você chupando jaboticadas, sem precisar levantar. Inveja pura. Resolvi agora com o pé de acerola, na porta da cozinha do Meu Sítio.
    Mas aí a inveja e o ciúmes deram lugar à saudade e lá fui eu atrás do De Nervoso.
    Me caguei de rir, do seu drama.

    Ler você anda fazendo mal à minha reputação.
    Minha mulher me fez lavar a cueca, irritada com as freadas.

    Beijos na nossa (ôpa!) Katinha.

    ResponderExcluir